“Nenhuma doença que possa ser tratada através da dieta deverá ser tratada através de qualquer outro meio.”

                   Moisés Maimonides (1135-1204)

Após inúmeras pesquisas do Professor Alan Ebringer, a Dieta sem Amido começou a ser testada em muitos pacientes com ea. Os resultados têm sido bastante reveladores. Tanto que este professor é conhecido como “o médico que incomoda”.Inúmeros relatos mostram como a dieta, conjugada com o exercício físico, diminui consideravelmente os índices de inflamação, no organismo.Segundo o Professor Alan Ebringer, muito sucintamente, tudo se resume ao seguinte:

A espinal medula é responsável pela produção de anti-corpos. O intestino grosso e a espinal medula estão bastante próximos, dentro do nosso corpo.

No intestino grosso encontra-se a Klebsiella Pneumoniae. Este bacilo tem uma estrutura bastante similar à estrutura do gene HLA-B27 (Human Leukocyte Antigen B27, moléculas presentes na maioria das células, especialmente em doentes com ea). Por essa razão, os anti-corpos responsáveis pela destruição do bacilo, destroem também as células deste gene.

A destruição das células do gene HLA-B27 causa a deterioração da coluna vertebral, causando a inflamação e, consequentemente, as dores.

Ao reduzir a população de bacilos Klebsiella, diminui a produção dos anticorpos responsáveis pela sua destruição. Logo, as células do gene HLA-B27 não são destruídas e, assim, a inflamação decresce fazendo a dor desaparecer.

Os bacilos Klebsiella alimentam-se de açúcares derivados de amido – um hidrato de carbono complexo, composto de moléculas longas de açúcares que se encontra no pão, batatas, bolos e massas. Quando se dá a digestão dos alimentos – processo de desagregação da comida no estômago e intestino delgado – o amido não digerido entra no cólon (intestino grosso).

Klebsiella Pneumoniae

Estes bacilos vão se alimentar de amido não digerido que existe nos alimentos consumidos pelo paciente nas últimas 3\4 horas.

Segundo a teoria de Alan Ebringer, quando um paciente (com ea) come alimentos amiláceos (pão, batatas, bolos e massas), os bacilos Klebsiella alimentam-se do amido presente e multiplicam-se. Em seguida, o sistema imunológico do paciente produz anticorpos contra o microorganismo e alguns destes anticorpos terão actividade, também, contra as células HLA-B27 – contra o colágenos da coluna, olhos (uveíte) e outros orgãos.

Foi depois de muitas pesquisas, que Alan Ebringer chegou à Dieta sem Amido.

 

2 Respostas to “Amido, Klebsiella & HLA-B27”

  1. Fábio Augusto Says:

    Qualquer tipo de bacilo ataca as células HLA-B27? Pergunto isto pq minha esposa toma muito yakult (bacilos vivos).

  2. Susana Lopes Says:

    Olá, Fábio!

    Peço desculpa pela resposta tardia, contudo estive sem acesso à net durante algum tempo😦

    Pelo que sei – e espero que se estiver dizendo algo de errado, que alguém me corrija – não são os bacilos que “atacam” as células HLA-B27, mas sim os anti-corpos, cuja função é a destruição do bacilo klebsiella.

    O bacilo klebsiella tem uma estrutura molecular bastante similar à das células HLA-B27.

    Por esta razão, os anti-corpos confundem-se e, assim, em vez de destruirem o bacilo klebsiella, atacam as células HLA-B27 (por isso, a designação de doença auto-imune), o que vai levar à inflamação, dor e consequentemente, à anquilose – calcificação.

    Apareça no nosso fórum : Artrite com Manias…

    http://espondilite.forumeiros.com/

    Estamos à sua espera!

    Até de repente,

    Susana Lopes

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